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Diana Vreeland: O Olhar Tem Que Viajar

21.11.2015

 

 

Em uma galáxia muito muito distante, quando os anos 80 ainda eram uma década longínqua e Anna Wintour nem sonhava em ser editora da Vogue, viveu uma mulher extraordinária chamada Diana Vreeland.

 

Diana nasceu em um mundo muito diferente deste em que vivemos hoje. Um mundo em que as revistas femininas não passavam de grandes colunas sociais, que também vinham com receitas de tortas e conselhos amorosos. Dentro desse contexto, ela, com sua incrível grandeza autoral e originalidade, inventou praticamente sozinha a edição de moda.

 

Assim, Diana ocupou durante vinte e cinco anos o cargo de editora de moda na Harper’s Bazaar, até ir trabalhar na Vogue, em 1962. Quando foi demitida da revista por gastar demais e não se preocupar muito com o que os anunciantes pensavam, ela se tornou consultora do Museu Metropolitan, em Nova Iorque, onde criou a tradição das mostras anuais de moda e do Met Gala.

 

 

Esse é só o resumo do resumo história que contada no documentário Diana Vreeland: O olhar tem que viajar. Mas não se preocupe se, ao assistir o filme, você se pegar pensando que também é um personagem dessa narrativa. Diana vem de uma época em que ainda se acreditava que cada um dos espectadores têm algo único a oferecer. Nada do Ctrl+C Ctrl+V que estamos acostumados a ver hoje em dia.

 

Já nos anos 30, ela era uma pessoa que via moda e fotografia como formas de arte. Esse era um ponto de vista extremamente novo (quase transgressor) para essa época, mas era o único possível para Diana. Independente do ambiente ou momento histórico, ela sempre tinha uma perspectiva única e era capaz de ver beleza e riqueza em tudo. Do bigode de Hitler aos quimonos das gueixas, de cavalos de corrida ao balé russo – sob sua ótica, cada coisa ganhava novos contrastes.

 

 

Vreeland entendia que os leitores precisavam de fantasias, de aventuras que os levassem além de seus empregos das 9h às 17h, da vida normal, e usou os editoriais das revistas para isso. Quem liga para receitas quando se pode levar uma modelo para a China? As fotos iam muito além da moda e contavam histórias fantásticas, capazes de romantizar e dar uma aura mágica mesmo ao cotidiano mais tedioso.

 

Por essas e outras, Diana não foi só responsável pela moda mostrada nas revistas, mas por criar a moda de toda uma época. E é por isso que você precisa assistir esse documentário (aproveita que entrou no Netflix no início do mês!).

 

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