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Porque a gente tá usando: saia plissada

08.06.2015

 

 

Depois da Primeira Guerra Mundial, o mundo estava mudado. Os Estados Unidos despontaram como potência, a Revolução Russa tinha acabado de acontecer e uma série de colônias européias lutavam pela independência. As viagens de navio aumentaram, os meios de comunicações avançaram e o intercâmbio cultural nunca foi tão grande.

 

Durante os anos de reconstrução, as mulheres ainda nem sonhavam em queimar o sutiã, mas já começavam a experimentar doses homeopáticas de liberdade (e olha que isso faz nem 100 anos).

 

Por exemplo, na década de 20, o voto feminino já era garantido na Inglaterra, a mulherada tinha abolido o espartilho há tempos e ser it girl era beber, fumar e usar saia curta, enfim fazer a linha melindrosa.

 

 

Foi aí que as saias plissadas e drapeadas ganharam destaque pela primeira vez. Junto com tiaras, franjas e brilhos, na época essa tendência clássica era um dos elementos essenciais do estilo flapper personificado pela atriz de filmes mudos, Clara Bow.

 

Nos anos 50, (curiosamente depois de outra guerra mundial), o New Look da Dior trouxe o plissado de volta à cena. A saia da marca ganhou infinitas variações e conquistou os guarda-roupas de donas de casa a estudantes. Principalmente depois que Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Grace Kelly e outras grandes estrelas da era dourada de Hollywood também passaram a usar saias e vestidos plissados para protagonizar cenas clássicas como essa.

 

 

 

 

Atualmente o mestre incontestável dos plissados – e também de vários desenvolvimentos significativos na área da moda –  é o estilista Issey Miyake.

 

Isso porque lá nos anos 90 ele desenvolveu uma técnica de plissagem que funcionava assim: os tecidos eram cortados e costurados, mas num tamanho muito maior do que as peças teriam no final, depois eram envolvidos em folhas de papel e colocados manualmente dentro das máquinas de prensar tecido. Desse jeito era possível criar textura e dar contornos arquitetônicos não só pra saias, mas pra todo tipo de roupa.

 

Assim o plissado visou uma marca registrada do estilista, que até hoje continua lançando roupas super tecnológicas, flexíveis, confortáveis, de fácil manutenção e, claro, completamente plissadas como essas aí de cima.

 

 

Só que essa tendência veterana, não é uma exclusividade de Issey Miyake. Na primavera do ano passado (2014), Lanvin, Michael Kors, Dior, Hermés, Proenza Schouler e muitas outras marcas de peso apresentaram coleções cheias de linhas e dobrinhas em diferentes estilos.

 

Seja em tecidos metálicos ou fluidos, há  mais ou menos um ano que os plissados ganharam muita força nessa mesma temporada do ano passado.

Desde então, os looks apresentados nesses desfiles foram mastigados mil vezes pelos editores das grandes revistas de moda, pelas celebridades e formadores de opinião e agora estão sendo digeridos pelo público em geral.

 

A gente vê o povo usando por aí e já acha lindo, já quer ter no guarda-roupa. Claro, as marcas de fast fashion sabem disso melhor que ninguém e, claro, a essa altura já tem saia plissada metálica tipo essa da Lanvin vendendo na Zara, Forever 21, Renner…

 

 

Então é por isso que você já deve ter uma dessas no armário e por isso que eu tenho andado muito assim:

 

 

Entendeu?

 

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